Quando amamos uma pessoa, colocamos as necessidades dela acima das nossas.
Por mais inconsebíveis que fossem tais necessidades, por mais loucas, por mais que nos despedaçassem.
(The Pact)
tudo.
terça-feira, 7 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Meu
Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
(Caio Fernandes de Abreu)
Você é minha dor. Meu osso. Meu Dougie.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão.
(Caio Fernandes de Abreu)
Você é minha dor. Meu osso. Meu Dougie.
sábado, 4 de abril de 2009
Liars and Lovers
Era como ter todo o ar de seus pulmões extinguidos. Ela buscava respirar, mas não parecia funcionar. Seus músculos se contraíram mais e com os olhos fechados e as pálpebras fortemente pressionadas, Beatriz desejou fervorosamente estar em outro lugar.
Um lugar feliz, um lugar feliz, pensou consigo mesma, mas não conseguiu achar uma parte sequer em todo o mundo qual não o envolvesse, que não fizesse seu coração se apertar mais ainda e sua mente se encher de imagens que minutos atrás ela desejara esquecer.
A vida pode ser tão mais fácil, quando vista de fora. Ninguém nunca imagina o tamanho da destruição que uma mentira pode causar, que um simples ato pode ocasionar.
- Bia... - a voz de Dougie ecoou pelo cômodo silencioso e Beatriz deixou que todos aqueles pensamentos se perdessem.
Mas ela não podia se perder! Não podia deixar que seu corpo caísse mais uma vez naquele maldito poço e que jazisse sem vida, sem vontade, sem cor. Porém, era justamente isso que ela não conseguia e muito menos sentia que deveria evitar... Tudo ficava sem cor quando Dougie não estava, tudo perdia o sentido, e todas essas coisas voltavam ao seu lugar assim que Beatriz encarava seus olhos azuis e percebia que neles estavam contidos toda a sua essencia.
Então, no meio de tantas coisas recuperadas, ela perdia a mais importante. Seu chão.
- Me desculpa Dougie, mas eu simplesmente não... Eu não posso.
Então seu corpo desfaleceu e todos os seus sentidos se perderam ao ver os olhos que tanto amava se encherem de lágrimas. Seus ouvidos perderam a capacidade de audição e nada do que Dougie falava lhe fazia algum tipo de sentido.
Eram tudo mentiras. Toda a sua vida era baseada em mentiras. Toda a sua essencia e existência. E aquilo ela não poderia mais suportar, por mais perdas que lhe implicassem.
Um lugar feliz, um lugar feliz, pensou consigo mesma, mas não conseguiu achar uma parte sequer em todo o mundo qual não o envolvesse, que não fizesse seu coração se apertar mais ainda e sua mente se encher de imagens que minutos atrás ela desejara esquecer.
A vida pode ser tão mais fácil, quando vista de fora. Ninguém nunca imagina o tamanho da destruição que uma mentira pode causar, que um simples ato pode ocasionar.
- Bia... - a voz de Dougie ecoou pelo cômodo silencioso e Beatriz deixou que todos aqueles pensamentos se perdessem.
Mas ela não podia se perder! Não podia deixar que seu corpo caísse mais uma vez naquele maldito poço e que jazisse sem vida, sem vontade, sem cor. Porém, era justamente isso que ela não conseguia e muito menos sentia que deveria evitar... Tudo ficava sem cor quando Dougie não estava, tudo perdia o sentido, e todas essas coisas voltavam ao seu lugar assim que Beatriz encarava seus olhos azuis e percebia que neles estavam contidos toda a sua essencia.
Então, no meio de tantas coisas recuperadas, ela perdia a mais importante. Seu chão.
- Me desculpa Dougie, mas eu simplesmente não... Eu não posso.
Então seu corpo desfaleceu e todos os seus sentidos se perderam ao ver os olhos que tanto amava se encherem de lágrimas. Seus ouvidos perderam a capacidade de audição e nada do que Dougie falava lhe fazia algum tipo de sentido.
Eram tudo mentiras. Toda a sua vida era baseada em mentiras. Toda a sua essencia e existência. E aquilo ela não poderia mais suportar, por mais perdas que lhe implicassem.
domingo, 21 de dezembro de 2008
Isso tudo é uma merda, sabia? Eu não queria realmente estar nesse estado totalmente desprezível que eu me encontro agora e que eu sempre acabo terminando quando penso demais. É ai que eu idealizo que, talvez, se eu não pensasse totalmente eu parasse com tanto drama e desse um chute na minha própria bunda pra ver se eu finalmente tomava vergonha e começava a viver minha vida. Quero dizer, tem tanta coisa ai fora pra mim! Não que eu esteja perdendo tudo que tenho direito aqui, zanzando na internet, pegando e editando fotos, descobrindo fofocas ou simplesmente escrevendo histórias ao seu lado e me matando internamente depois. Ok, talvez eu esteja perdendo alguma coisa no meio disso tudo. Mas a questão é que eu não me im-por-to. At all! Digo, estranho seria se eu saísse por ai falando que eu tenho que esquecer o Dougie porque ele me faz chorar e bla bla bla, até ai seria um pouco maluco sim, mas não totalmente! Digo, e os sorrisos que ele me proporcionou? E aquela sensação de nervosismo misturada com adrenalina que eu só senti três vezes na vida e que numa delas foi antes de ver eles? O que eu faço com tudo isso? Jogo fora como se nunca tivesse existido?
A real é que tudo isso que eu tô falando é um monte de merda sem fundamento que na verdade nem eu mesma conseguiria entender direito se fosse reler. O que eu não vou, já que ainda estou em meio à um surto que... puta que pariu! Seria pedir demais que isso me deixasse um pouco? Não tipo, pra sempre! Não! Isso nunca. Só um pouco... uns minutos. Só pra, você sabe, ver se eu aprendo como respirar mais uma vez sem todo esse sentimento filho da puta me intoxicando.
Another year over, and we're still together. It's not always easy, but I'm here forever.
Eu não tinha me dado conta até olhar a data de criação do primeiro CD que eu baixei de vocês, na mesma noite que eu vi o primeiro clipe e não consegui desgrudar os meus olhos de Dougie.
Agora, hoje, fazem três anos dessa loucura imensa e a única coisa que eu consigo pensar é que eu quero que dure mais três anos, mais três não! Mais mil. Porque viver sem vocês seria o pior pesadelo existente.
E eu quero continuar sonhando.
bia,
"As ruas estavam escuras e Beatriz apertava o casaco contra o corpo, amaldiçoando a si mesma por ter levado tanto tempo no escritório editando as fotos. Deveria ter ido embora assim que deu seu horário, pelo menos não iria precisar andar naquela escuridão. As ruas de Londres podem ser bem escuras à noite.
Houve um barulho vindo de trás e a garota parou de andar no mesmo instante, sentindo todo o seu corpo parar estático, alarmado. "Ótimo, era só o que me faltava, algum tarado atrás de mim!", pensou antes de virar-se com cautela.
Então seu corpo ficou mais tenso ainda, só que de uma forma boa, de uma forma conhecida. Seus lábios se curvaram num sorriso e os do garoto à sua frente também. Dougie estava com os cabelos - numa tentativa desastrosa - postos atrás da orelha, molhados, provavelmente de suor, já que ele teve um show agora à noite.
Deus! Que horas eram agora? O show dos garotos já havia acabado?
- Me seguindo, Poynter? - ela brincou e aproximou-se ainda sorrindo.
- Como você quiser interpretar - ele não se explicou, ele nunca se explicava e aquilo era bom nele, neles - O show acabou agora e eu pensei em passar aqui e te pegar para irmos pra casa juntos.
- E como sabia que eu ainda estava no trabalho? Não acha que é muito tarde pra mim? - Beatriz mantinha as mãos nos cabelos dele, não se importando se estavam suados ou não, era sempre bom passear seus dedos por ali.
Ele fechou os olhos por alguns segundos antes de responder.
- Sabendo.
Ele sempre sabia.
- Então acho melhor irmos para casa - ela disse finalmente, abaixando a mão que estava no cabelo de Dougie segundos antes e segurando sua mão firmemente. Ele a apertou de forma delicada e ambos sorriram um para o outro.
Nunca paravam de sorrir, nunca paravam de se olhar. Aqueles olhos azuis que pareciam dominar todo o seu corpo com um simples olhar, que parecia eletrocutá-la internamente.
- Senhorita Barbosa? - Beatriz escutou alguém chamar seu nome e abriu os olhos, vendo uma moça em sua frente com roupa de aeromoça e um sorriso simpático. Olhou em volta e percebeu que estava numa poltrona de avião. Oh, não! Ela estava num avião, e aquela mulher era realmente uma aeromoça! - Nós já chegamos no Brasil, queira por favor, apertar os cintos para o pouso.
Ainda meio sonolenta e confusa pelo sonho que teve, Bia apertou seus cintos e virou-se para olhar a pequena cidade do interior brasileiro na qual o avião pousava.
Fora tudo um sonho. Ela não o tinha mais consigo. Todos aqueles meses em Londres haviam evaporado da mesma forma que vieram, e não sentir o corpo de Dougie ao seu lado a fez sentir como se tudo estivesse fora do lugar, como se tudo estivesse errado.
Nada era certo sem ele. Nada nunca foi certo sem ele. E sentindo seus ouvidos se tamparem por causa da queda de altitude, ao mesmo tempo que seu coração acelerava e seu estômago parecia despencar - ambas as coisas por causas diferentes da do ouvido - ela se deu conta de que, realmente, nada nunca viria a ser certo sem Dougie ao seu lado mais uma vez."
bia,
sábado, 20 de dezembro de 2008
I'll take a chance, take a fall, take a shot for you.
Às vezes eu me sinto como uma idiota nesse emaranhado de sentimentos que parecem fazer menos sentido ao passar do tempo. Você nunca me pareceu tão doloroso, e acho que falando isso o tempo todo é como se eu estivesse numa tentativa - visivelmente inútil - de tentar diminuir tudo isso.
Me pergunto se não teria sido melhor se você nunca tivesse vindo e eu nunca tivesse te visto como eu te vi. Talvez a dor fosse menos pior, talvez não existisse tanta dor! Eu estava tão conformada antes de sentir você assim tão perto e tão alcançável.
Isso é uma merda. Todos esses sentimentos. Por que eu não posso simplesmente te amar e rezar, esperando pra que você esteja aqui algum dia?
Mas não é suficiente. Nada nunca parece ser.
bia,
Às vezes eu me sinto como uma idiota nesse emaranhado de sentimentos que parecem fazer menos sentido ao passar do tempo. Você nunca me pareceu tão doloroso, e acho que falando isso o tempo todo é como se eu estivesse numa tentativa - visivelmente inútil - de tentar diminuir tudo isso.
Me pergunto se não teria sido melhor se você nunca tivesse vindo e eu nunca tivesse te visto como eu te vi. Talvez a dor fosse menos pior, talvez não existisse tanta dor! Eu estava tão conformada antes de sentir você assim tão perto e tão alcançável.
Isso é uma merda. Todos esses sentimentos. Por que eu não posso simplesmente te amar e rezar, esperando pra que você esteja aqui algum dia?
Mas não é suficiente. Nada nunca parece ser.
bia,
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